A beleza prostrada da serra do Açor!
Chegados a mais um ano de apetecíveis férias, no sufoco de uma cidade arrebatada pelo trabalho e a vinda dum verão escaldante, soltamos as asas do imaginário com que voamos desde a inocência e poisamos na saudosa graciosidade de uma aldeia beirã. Blindada pela distância ao mediatismo, assim permanece aquele recanto maturado no seio da natureza, regalo para almas precisadas de alento. Seduzidos pela ociosidade de agosto, apressados pelos roteiros interiores, cuidados espirituais rogados à intermediação de Maria, ancoramos nas profundezas dum vale da serra do Açor. Depois do galgar sinuoso dos montes, do olhar oblíquo entre desfiladeiros, entramos de rompante pelo povoado acedendo ao viver ancestral da população… Os anos vão consolidando emoções, mas surgem sempre circunstâncias inesperadas, cataclismos que vão além da previdência humana e impelem a ajustar sensações. Tudo começou de madrugada, num furioso relampejar sob as moitas do Piódão, centelha que desenhou das mais tr...