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A mostrar mensagens de março, 2025

Cada coisa a seu tempo tem seu tempo!

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Num destes dias invernosos, imputável ao tempo, desconsolado ainda mais pela desolação parental, desfolhei um livro, no vendaval do acaso, do ilustre nobel Saramago, eloquente nas ideias, de arreigada índole atlântica, também ele José como o dia a que aludia a santidade daquele exultado pai! Naquelas linhas parcas, escritas elas também num dia invernal de janeiro, falava sobre a relevância que conferia ao precoce estudo e admirável mundo que se abria no recato da leitura, nomeadamente ao impacto que uns quantos versos de Ricardo Reis, que se lhe “impuseram como uma divisa, um ponto de honra, uma regra imperativa que iria ser meu dever para todo o sempre, cumprir e acatar. Eram eles estes:” Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive! Depois continua a dissertação dizendo que, desde então, a tais palavras “Fiz o que pude para não ficar atrás do que se me ordena...

Nem todo o outeiro a vida!

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Não espero amor nem aclamação Espero enleio celeste No alto da montanha, numa terra esquecida Voltar ao berço imerso No seio da pureza do ar Imensidão dum açor destemido Lugar de reencontro, abrigo e esperança Ave cansada, num último voo a pico Pouso suave e fico! Mesmo com os outeiros varridos por ventania Uma majestosa bruma a coroar a natureza Até no inverno mais rigoroso Um açor confia que Deus não dorme Morrer é para quem enobrece O nada, juntos, se transforme! Até sempre Maria do Céu! N.20fev1931 - F.7mar2025 (94 anos)