Nem todo o outeiro a vida!

Não espero amor nem aclamação
Espero enleio celeste
No alto da montanha, numa terra esquecida
Voltar ao berço imerso
No seio da pureza do ar
Imensidão dum açor destemido
Lugar de reencontro, abrigo e esperança
Ave cansada, num último voo a pico
Pouso suave e fico!

Mesmo com os outeiros varridos por ventania
Uma majestosa bruma a coroar a natureza
Até no inverno mais rigoroso
Um açor confia que Deus não dorme
Morrer é para quem enobrece
O nada, juntos, se transforme!
Até sempre Maria do Céu! N.20fev1931 - F.7mar2025 (94 anos)

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