A esperança do recomeço!

Ninguém escolhe a via do sofrimento para alcançar a satisfação, mas quase sempre depois da adversidade se proporcionam breves instantes de felicidade…


Na melancolia destes dias invernosos, acentuada pela rispidez do tempo e a introspeção da época festiva, avivam-se memórias íntimas e retalhos de vida, sejam de alegria e partilha ou de inquietude e provação, no seio da cumplicidade familiar.


Desde logo a recém prostração da matriarca e os glamourosos enlaces que vieram revigorar a prole, celebrações que intermediaram o deleite das férias nas frescas sombras dos castanheiros, bem lá na fundura dos outeiros, a salvo da voracidade do fogo que devastou a altivez da serra.

São daí as raízes ancestrais desta casta, crescidas no deslumbramento da cordilheira, com rebentos lacerantes que alternaram com viçosas ramificações!

Neste recomeçar, de um novo ano, lembro também o discreto sofrimento que está para além do frenesi acostumado das praças citadinas, todavia o apaziguador amanhecer de Santa Maria constituir um momento de redenção para a humanidade!

Em resumo, todo o homem pode ser feliz, mesmo ultrajado por cruéis injustiças, basta partilhar a vida com simplicidade e traçar genuínos propósitos, sejam no conforto familiar ou no zelo divino!

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