É pela aridez que alcançamos a Páscoa!

A solenidade mariana é um aconchego para Portugal, desde logo no solar da padroeira - Vila Viçosa, onde reina a Imaculada Conceição, mas em tantos lugares e múltiplas vigílias populares que são refúgio e oráculos de Deus...
Também eu, que desde tenra idade acompanhava a família aos domingos à igreja ou ao Santuário de Fátima, fiz por seguir o exigível religioso com despudor e retidão, relevando em Nossa Senhora (Piedade) um futuro promissor por conta da latente privação.


Igualmente consagrado em terras lusas é o dia de enaltecimento ao pai, fixado na solenidade de São José. O meu, sobrevivente às contrariedades do tempo, excessivamente silencioso e incansável lutador por um lar que, muito para além do trabalho, fosse a expressão da sua vida e do contido afeto… ainda me legou alguma aspiração terrena e devoção a Deus...
E é por esta aridez e momentos de introspeção, num tempo eclesiástico que vai muito para além do apregoado jejum, que vamos tentando saciar o ser, buscando uma harmonia comunitária que faça alcançar a glória da Páscoa ou uma qualquer efémera felicidade!

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